O Claude Code trocou discretamente o Node.js pelo Bun na infraestrutura de runtime. Não houve anúncio. Não houve blog post da Anthropic. Apenas um commit no GitHub que mudou o shebang de #!/usr/bin/env node para #!/usr/bin/env bun. E, ao mesmo tempo, o Bun foi parcialmente reescrito de Zig para Rust. Tudo em silêncio, como se mudar o motor de um avião em pleno voo fosse trivial.
A migração que ninguém notou
Jarred Sumner, criador do Bun e agora na Anthropic (a Oven foi adquirida em Dezembro de 2025), confirmou no blog oficial que a reescrita em Rust do Bun está a ser usada em produção. 10% mais rápido no startup. Nada de mudar o mundo, mas consistente.
Reescrito pelo próprio Claude
Jarred Sumner decidiu testar até onde ia o Claude a reescrever Bun de Zig para Rust. O plano era portar 535 mil linhas de Zig para Rust, manter o mesmo comportamento, usar a mesma suite de testes. Passados dias, a maioria dos testes passava.
Para mim, isto é um marco. Estamos a falar de IA a reescrever meio milhão de linhas de um runtime em produção, e esse código a ir para produção.
Porque é que fizeram esta reescrita? Memory safety. O Rust resolve ao nível do compilador o que em Zig era gerido manualmente. O borrow checker transforma erros de runtime em erros de compilação.
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