O Claude Code trocou o Node.js pelo Bun. O Bun foi reescrito em Rust.
O Claude Code deixou o Node.js e passou a usar Bun como runtime. O Bun foi reescrito de Zig para Rust com ajuda do próprio Claude.
O Claude Code trocou discretamente o Node.js pelo Bun na infraestrutura de runtime. Não houve anúncio. Não houve blog post da Anthropic. Apenas um commit no GitHub (por confirmar) que mudou o shebang de #!/usr/bin/env node para #!/usr/bin/env bun. E, ao mesmo tempo, o Bun foi reescrito de Zig para Rust. Tudo em silêncio, como se mudar o motor de um avião em pleno voo fosse trivial.
A migração que ninguém notou
Jarred Sumner, criador do Bun e agora na Anthropic (a Oven foi adquirida em dezembro de 2025), confirmou no blog oficial que a reescrita em Rust do Bun está a ser usada em produção. 10% mais rápido no startup (no Linux). Nada de mudar o mundo, mas consistente.
Segundo o relato de Simon Willison, a migração começou a 3 de maio e foi integrada a 14 de maio de 2026; o Bun 1.3.14 foi o último release em Zig e o Bun 1.4 o primeiro em Rust, e o Claude Code passou a usar o port em Rust a partir da versão 2.1.181. O custo do trabalho foi estimado em cerca de 165 mil dólares a preços de API públicos, mas, como foi feito por pessoal da Anthropic, é uma estimativa e não dinheiro realmente gasto.
Reescrito pelo próprio Claude
Jarred Sumner decidiu testar até onde ia o Claude a reescrever Bun de Zig para Rust. O plano era portar 535 mil linhas de Zig para Rust, manter o mesmo comportamento, usar a mesma suite de testes. O port foi concluído em dias e acabou integrado na branch principal.
Isto é um marco. Estamos a falar de IA a reescrever meio milhão de linhas de um runtime em produção, e esse código a ir para produção.
Porque é que fizeram esta reescrita? Memory safety. O Rust resolve ao nível do compilador o que em Zig era gerido manualmente. O borrow checker transforma erros de runtime em erros de compilação.
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